Contabilidade

 I – PARTE

 

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

CAPÍTULO I

1. ORIGEM DA CONTABILIDADE

 

Não é descabido afirmar-se que a noção de conta e, portanto, de Contabilidade seja, talvez, tão antiga quanto a origem do homo sapiens. Alguns historiadores fazem remontar os primeiros sinais objetivos da existência de contas aproximadamente a 4000 anos antes de Cristo. Entretanto, antes disto, o homem primitivo, ao inventar o número de instrumentos de caça e pesca disponíveis, ao contar seus rebanhos, ao contar suas ânforas de bebidas, já estava praticando uma forma rudimentar de Contabilidade. Na invenção da escrita, a representação dos números normalmente tem sido uma precedência histórica. Logo, é possível localizar os primeiros exemplos completos de Contabilidade, seguramente no quarto milênio antes de Cristo, entre a civilização sumério-babilonense. Mas é possível que algumas formas rudimentares de contagem de bens tenham sido realizadas bem antes disto talvez por volta do sexto milênio antes de Cristo. É claro que a Contabilidade teve evolução relativamente lenta até o aparecimento da moeda. Na época da troca pura e simples de mercadorias, os negociantes anotavam as obrigações, os direitos e os bens perante terceiros, porém, obviamente, tratava-se de um mero elenco inventário físico, sem avaliação monetária.

 

Em termos do entendimento da evolução histórica da disciplina, é muito importante reconhecer que raramente o “estado da arte” se adianta muito em relação ao grau de desenvolvimento econômico, institucional e social das sociedades analisadas, em cada época. O grau de desenvolvimento das teorias e de suas práticas está diretamente associado, na maioria das vezes, ao grau de desenvolvimento comercial, social e institucional das sociedades, cidades ou nações.

 

A base do sistema contábil é o método das “partidas dobradas”. Através desta metodologia, as transações realizadas por uma empresa são decompostas em dois elementos básicos:

 

-          A origem dos recursos;

-          A destinaçao desses recursos.

 

Na realidade, toda transação é, essencialmente, uma movimentação de recursos e o perfeito registro da transação só é possível se forem consistentemente anotadas a origem e a destinaçao dos recursos movimentados através de cada transação. Em função deste duplo registro, a metodologia adotada pela contabilidade é denominada de “partidas dobradas”. É importante observar que, apesar de sua simplicidade, o método das “partidas dobradas” foi uma das mais geniais e úteis descobertas do homem e este método atravessou mais de cinco séculos fundamentando o registro de empreendimentos que, ao longo desses séculos, se expandiram de forma notável. Por mais que se ampliem e se sofistiquem as empresas e as organizações que as administram e por maior que seja o avanço tecnológico, há sempre a necessidade de se saber com precisão de onde vierem os recursos empregados pela empresa, onde foram eles investidos e qual o ritmo da multiplicação destes recursos administrativos por seus executivos. E para isso que serve a Contabilidade.

 

Do século XIX em diante, a revolução tecnológica tem sido uma constante no cenário histórico. Invenções como o telégrafo, o telefone, o avião a jato, o computador e o satélite proporcionaram avanço notável nos transportes e na comunicação internacional. Por outro lado, o florescimento da sociedade anônima de capital aberto ao público viabilizou a criação e o desenvolvimento de grandes empreendimentos comerciais, industriais e de serviços. O papel da Contabilidade evolui junto com o desenvolvimento econômico e tecnológico: é através dos relatórios contábeis que os fornecedores avaliam seus clientes para estabelecer o crédito a ser concedido em suas vendas; é nesses relatórios que se fundamenta a análise dos bancos e das instituições que financiam as empresas; é por esses demonstrativos que os acionistas e investidores tomam suas decisões e fazem suas avaliações; são estes relatórios as peças básicas para o planejamento e controle do desempenho dos administradores; é nesses demonstrativos que se baseiam os sindicatos de trabalhadores em suas negociações com os padrões e é nesses registros que o governo se fundamenta para arrecadar os impostos.

 

A contabilidade é hoje um instrumento vital que deve ser conhecido por todos que se interessam pela produtividade das organizações, sejam elas orientadas para o lucro ou para finalidades sociais. O velho “Método de Veneza” completou cinco séculos de existência. De 1494 para cá, ele foi adaptando-se e evoluindo para responder aos desafios de revolução tecnológica. A contabilidade Industrial desenvolvida a partir do século XIX e os modernos sistemas eletrônicos de contabilização são exemplos desta evolução.

 

 

 

1.1.         CONCEITO DE CONTABILIDADE:

 

A contabilidade, desde seu aparecimento como conjunto ordenado de conhecimentos, com objeto e finalidades definidas, teria sido considerado como arte, como técnica ou como ciência, de acordo com a orientação seguida pelo doutrinadores ao enquadrá-la no elenco das espécies do saber humano.

 

Podemos considerá-la um conjunto de conhecimentos sistematizados com princípios e normas próprias, na acepção ampla do conceito de ciência, uma das ciências econômicas e administrativas.

 

Sua finalidade é manter o registro e o controle do patrimônio das entidades, a fim de fornecer informações e interpretações sobre a composição e as variações desse patrimônio.

 

Seu objetivo de estudo é, pois, o patrimônio, e seu campo de aplicação o das entidades econômico-administrativas, assim chamadas aquelas que, para atingirem seu objetivo, seja ele econômico ou social, utilizam bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo, que prática os atos de natureza econômica financeira necessários a seus fins.

Daí se conclui que somente os patrimônios ociosos, não-produtivos e não-administrados podem dispensar a ação controladora e informativa da contabilidade.

 

A contabilidade alcança sua finalidade através do registro de todos os fatos relacionados com a formação, a movimentação e as variações do Patrimônio administrado, vinculado à entidade, com o fim de assegurar seu controle e fornecer a seus administradores as informações necessárias à ação administrativa, bem como a seus titulares (proprietários do Patrimônio) e demais pessoas com ele relacionados, as informações sobre o estado patrimonial e o resultado doas atividades desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins.

 

Nos tempos modernos com a formação das grandes empresas, a informação contábil passou a seu interesse de grupos cada vez mais amplos de indivíduos, que incluem não somente acionistas, mas também fornecedores, financiadores, banqueiros, poderes públicos (arrecadadores de impostos) e até empregados que participam do lucro das empresas. De forma indireta, mesmo a sociedade em geral é interessada na informação contábil, pois a vitalidade das empresas é assunto de relevante interesse social.

 

1.1.1. OBJETO

 

O patrimônio, que a contabilidade estuda, analisa e controla, registrando e informando, através dos demonstrativos contábeis, todas as ocorrências nele verificados.

 

1.1.2. CAMPO DE APLICAÇÃO

 

O das entidades econômico–administrativas, sejam de fim lucrativo ou não.

 

 

 

1.1.3. FINALIDADES:

 

Assegurar o controle do patrimônio administrativo e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o resultado das atividades econômicas e desenvolvidos pela entidade para alcançar seus fins, que podem ser lucrativos ou meramente ideais (sociais, culturais, esportivos, beneficentes e outros).

 

1.1.3.1.     TÉCNICAS DE QUE SE UTILIZA PARA ATINGIR SUA FINALIDADE:

 

-          Registro dos fatos: Escrituração;

-          Demonstração expositora dos fatos: Demonstrações Contábeis;

-          Confirmação dos registros e demonstrações contábeis: Auditoria;

-          Análise e interpretação das demonstrações contábeis: Análise de Balanços.

 

Baseados nessas noções gerais, podemos chegar à seguinte conceituaçao de contabilidade:

 

-          É a ciência (ou técnica, segundo alguns) que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositora e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.

 

1.2. OBJETIVO DA CONTABILIDADE

 

O patrimônio é o objeto da Contabilidade, isto é, constitui a matéria sobre a qual se exercem as funções contábeis.

 

O Patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações à entidade econômico-administrativa e constitui um meio indispensável para que esta realize seus objetivos. Para alcançá-los, a administração da entidade pratica atos de natureza econômica, produzindo variações aumentativas e diminutivas na riqueza patrimonial.

 

Para conhecer a situação patrimonial em determinado momento, bem como suas variações e os efeitos da ação administrativa sobre a riqueza patrimonial, é que a contabilidade registra, demonstra e analisa os fatos ocorridos no Patrimônio, evidenciando seus aspectos específicos e quantitativos.

 

O aspecto específico, também chamado qualitativo, considera as espécies de bens, direitos e obrigações que compõem a riqueza patrimonial, tais como: dinheiro, mercadorias, móveis, contas a pagar e a receber. O aspecto qualitativo evidencia a quantidade de cada um desses componentes monetariamente representado.

 

As variações patrimoniais são qualitativamente representadas pelos diversos tipos de receitas e despesas e quantitativamente pelos seus respectivos valores.

 

O objeto da contabilidade é, pois o Patrimônio, e em torno dele se desenvolveu suas funções, como meio para atingir sua finalidade.

 

1.2. FINALIDADE DA CONTABILIDADE:

 

A Finalidade da Contabilidade é registrar, controlar e demonstrar os fatos ocorridos no patrimônio, objetivando fornecer informações sobre sua composição e variações, bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.

 

Essas informações são indispensáveis à orientação administrativa permitindo maior eficiência na gestão econômica da entidade e no controle dos bens patrimoniais.

 

Não é somente a administração, entretanto, que interessam o controle do patrimônio e as informações e interpretações sobre sua composição e variações, mas também a terceiros, que tem interesses vinculados ao patrimônio, como investidores, fornecedores, autoridades fiscais e demais pessoas ou entidades que mantém relações econômico ou financeiras com a entidade administrada.

 

A contabilidade desempenha, em qualquer organismo econômico o mesmo papel que a história na vida da humanidade. Sem ela não seria possível conhecer o passado nem o presente da vida econômica da entidade, não sendo também possível fazer previsões para o futuro nem elaborar planos para a orientação administrativa.

 

1.3.1 OS MEIOS QUE SE UTILIZA A CONTABILIDADE:

 

Para atingir sua finalidade, a contabilidade se utiliza das seguintes técnicas contábeis:

 

-          Escrituração;

-          Demonstrações Contábeis (Inventários, Balanços e outras);

-          Auditoria:

-          Análise de Balanço.

 

A Escrituração é o registro dos fatos que ocorrem no patrimônio. Esse registro é feito em ordem cronológica, e que dá a Contabilidade características de verdadeira história do patrimônio.

 

Os simples registros e seleção de fatos, dados seu volume e heterogeneidade, não é elemento suficiente para atingir a finalidade informativa da contabilidade. Daí serem esses fatos reunidos em demonstrações expositivas que recebem a denominação genética de Demonstrações Contábeis.

 

Quando essas demonstrações tem em vista a exposição dos componentes patrimoniais e o resultado econômico de um período administrativo, recebem a denominação de Demonstração do Resultado do Exercício. Outros tipos de demonstrações existem recebendo denominações específicas tais como: Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, Demonstrações de Lucros Acumulados, Demonstração das Variações de Patrimônio Líquido, etc.

 

Quando a demonstração é analítica e específica de determinados componentes patrimoniais, tem o nome de Inventário.

 

Para confirmar a exatidão dos registros e das demonstrações contábeis, a Contabilidade se utiliza também de uma técnica que lhe é própria, chamada Auditoria, que consiste no exame de documentos, livros e registros, obedecendo a normas específicas de procedimentos, com o objetivo de verificar se as demonstrações contábeis representam, adequadamente, a posição econômica-financeira do patrimônio e os resultados do período administrativo, de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, aplicados de maneira uniforme em períodos sucessivos.

 

Como algumas das demonstrações contábeis são sintéticas e nem sempre esclarecem a composição analítica do patrimônio e de suas variações, a contabilidade dispõe de mais uma técnica especializada denominada Análise de Balanço, que permite decompor, comparar e interpretar essas demonstrações, oferecendo aos interessados na riqueza patrimonial dados analíticos e interpretação sobre os componentes do patrimônio e sobre os resultados na atividade econômica desenvolvida pela entidade.

 

 

1.3. PERSPECTIVAS DA CONTABILIDADE E DA PROFISSAO CONTÁBIL NO BRASIL:

 

Do ponto de vista puramente financeiro, em termos de mercado de trabalho para o contador, as perspectivas são excelentes. Na verdade, ainda estamos no limiar de uma era em que será reconhecida toda a importância da função contábil dentro das entidades. O número de bons profissionais, com ampla visão de administração financeira, é tão escasso, no momento, que os poucos que possuem e, portanto, tem condições de assumir posições de controladores, diretores financeiros, chefes de Departamento de Contabilidade de Custos, auditores internos e externos, tem obtido remuneração e satisfação profissional muito grandes. Isto somente poderá evoluir com o vasto aperfeiçoamento introduzido pela nova Lei das Sociedades por Ações, embora, como dissemos no início deste tópico, o nível médio dos profissionais que terão de operar os novos dispositivos ainda seja relativamente fraco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO II

 

2.        CONTABILIDADE DE CUSTOS

 

2.1 NATUREZA GERAL DOS CUSTOS CONTÁBEIS:

 

Os custos contábeis originam-se de transações autenticas, que geralmente tem raízes contratuais ou legais. O “custo” representa um sacrifício de valores. O custo inicial de aquisição de um ativo, ou de serviços, reflete-se no numerário ou outros valores de que se tenha aberto mão, ou nas obrigações incorridas.

 

Além do preço de aquisição de um ativo, podem ser incluídos outros custos preliminares, para permitir que o ativo preste os serviços dele esperados. Incluídos nesta categoria estão os gastos de transporte de entrada dos materiais e equipamentos e o custo de instalação dos ativos fixos. Os princípio consagrados de contabilidade exigem que este dispêndios sejam atribuídos diretamente ao custo dos bens adquiridos.

 

Uma empresa incorre em custos com o objetivo de auferir rendas. Um edifício, um furgão de entrega ou empregado assalariado representam um potencial de serviço do qual se espera a criação ou manutenção de uma corrente de rendas. O lucro de uma empresa baseia-se num correlacionamento de rendas e custos. Uma das funções primordiais da contabilidade de custos é a atribuição aos produtos elaborados e o correlacionamento desses custos de produtos com a renda auferida de sua venda..

 

2.2. O QUE É E PARA QUE SERVA A CONTABILIDADE DE CUSTOS:

 

A contabilidade de Custos é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerencias de uma entidade, como auxílio às funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões.

 

A Contabilidade de Custos coleta, classifica e registra os dados operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados internos, bem como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos.

 

Os dados coletados podem ser tanto monetários como físicos. Exemplos de dados físicos operacionais: unidade produzida, horas trabalhadas, quantidade de requisições de materiais e de ordens de produção, entre muitos outros. Neste ponto, reside uma das grandes potencialidades da Contabilidade de Custos: a combinação de dados monetários e físicos resulta em indicadores gerenciais de grande poder informativo.

 

Em seguida, a Contabilidade de Custos acumula, organiza, analisa e interpreta os dados operacionais, físicos e os indicadores combinados no sentido de produzir, para os diversos níveis de administração e de operação, relatórios com as informações de custos solicitadas.

 

Outra particularidade da Contabilidade de Custos é que ela trabalha dados operacionais de vários tipos: os dados podem ser históricos, estimados (futuros), padronizados e produzidos. Aqui reside, também, uma das fortes vantagens da Contabilidade de Custos. Ela pode fornecer informações de custos diferentes para atender a necessidades gerenciais diferentes. São muitas as necessidades gerenciais diferentes. Apenas como forma de atender a uma exigência didática, os estudiosos classificaram as necessidades gerenciais em três grandes grupos:

 

a)      Informações que servem para determinação de rentabilidade e do desempenho das diversas atividades de entidade;

b)      Informações que auxiliam a gerência a planejar, a controlar e administrar o desenvolvimento das operações;

c)      Informações para a tomada de decisões.

 

2.2.1 O TRABALHO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS:

 

Nas grandes empresas, principalmente as industriais, o componente Contabilidade de Custos dever ficar subordinado a uma controladoria ou a uma diretoria financeira e terá, nesse caso, o mesmo nível do componente Contabilidade. Não obstante essa semelhança de níveis, a Contabilidade de Custos deverá trabalhar em sintonia com a Contabilidade, recebendo desta orientação em termos de políticas, diretrizes, critérios e procedimentos. Em muitos casos, deverá haver perfeita integração e coordenação entre dois componentes.

 

O responsável pela Contabilidade de Custos, sendo esta um ramo de ciência contábil, deverá ser um contabilista registrado no Conselho Regional de Contabilidade. Esse procedimento, embora natural, está formalizado na Resolução CFC n· 560/83, que dispõe sobre as prerrogativas profissionais no comando dessa atividade contábil. E, algumas vezes, encontramos antigos operários transformados em especialistas de custos, dirigindo a Contabilidade de Custos, com base em suas experiências no processo industrial e em seu amplo conhecimento das operações da entidade.

 

Os objetivos de custos serão fixados de acordo com as necessidades apresentadas pelos níveis gerenciais. Embora o contador de custos não estabeleça previamente quais são os objetivos de sua atividade, a grande maioria dos estudiosos do assunto os estabelece apenas por atender as exigências de ordem didática, uma classificação de objetivos em três grandes grupos, já citados anteriormente. São eles:

 

-          O objetivo da determinação da rentabilidade, está num sentido bem amplo, que considera o desempenho da entidade e de seus componentes em todos os sentidos;

 

-          O objetivo que se traduz pelo controle dos custos das operações de cada atividade no sentido de minimizá-los pela comparação constante entre os dados previamente estabelecidos (como orçamentos, estimações e padrões) e os dados que realmente ocorreram. A procura pela redução de custos deve passar obrigatoriamente pela análise das causas das variações ocorridas. Tais causas sempre são decorrência de disfunções operacionais. O objetivo final é descobrir esses erros, avaliá-los economicamente e propor medidas corretivas;

 

-          O objetivo de fornecer informações, normalmente não recorrente, aos diversos níveis gerencias que solicitam para atender as suas funções de planejamento e tomada de decisões.

 

São muitos os objetivos da Contabilidade de Custos. Não há uma quantidade determinada. Os objetivos formam o campo de atuação da Contabilidade de seus componentes organizacionais (administrativos e operacionais), os produtos e bens que fabrica para si própria e para venda e os serviços, faturáveis ou não, que realiza. Entretanto, existem muitos outros, de mesma significação. Entre eles podemos citar os estoques, as companhas, as promoções, os estudos e as atividades especiais, os segmentos de distribuição, as atividades e as operações desde as menores até as maiores, os planos e alternativas operacionais.

 

Cada um desses objetos, salvo as atividades e operações mais detalhadas, tem um responsável. Isso quer dizer que a direção da entidade, através do processo de delegação, entregou o comando do objeto a uma pessoa que deverá basicamente estabelecer seus objetivos e os controles sobre o atendimento desses objetivos e os custos que deverá praticar. Exemplos: suponhamos que a Contabilidade de Custos esteja estudando os custos do Departamento de Recursos Humanos de uma entidade. Esse departamento, portanto, será um objeto da Contabilidade de custos dentro da idéia que estamos desenvolvendo. Haverá um responsável pelo departamento. O que faz essa pessoa? Estabelece, de acordo com os objetivos maiores da entidade, seus próprios objetivos, isto é, onde vai chegar ao final de um período. Esses objetivos deverão estar bem definidos e até mesmo qualificados. Para realizar o que está prevendo, o responsável (quem está no comando do departamento) terá que realizar despesas e será auxiliado por outros departamentos da mesma entidade. O controle dessas funções de previsão, registro, acumulação, organização, análise, interpretação, tomada de decisões e de medidas corretivas. Na verdade, a esse conjunto de funções, os estudiosos dão o nome de “administração”. Onde entra a Contabilidade de Custos? A Contabilidade de Custos, em virtude de suas competência e por ser, junto com a contabilidade, o maior e mais completo banco de dados existente dentro da entidade, fará o registro, a acumulação e a organização dos dados, transformando-os em informações e, em conjunto com o usuário (o responsável pelo Departamento de Recursos), realizará as previsões, a análise e a interpretação das informações. De acordo com as informações recebidas, o responsável pelo departamento de Recursos Humanos acontece, do mesmo modo, com qualquer objeto da Contabilidade de Custos.

 

De acordo com as necessidades gerenciais, apresentadas pelos diversos níveis gerenciais, a Contabilidade de Custos vai-se organizar em tempo de sistemas de acumulação de dados, de critérios de avaliação e de apropriação dos custos a seus portadores (componentes organizacionais, atividades e opressões, serviços e produtos objetos do custeio), para produzir relatório que satisfaçam às exigências dos diversos usuários.

 

Para as finalidades de Contabilidade de Custos, os sistemas são o conjunto coordenado de órgãos, pessoas, procedimentos, critérios de avaliação e de apropriação, conceitos, princípios, objetivos, fluxos e relatórios, que vai coletar os dados de diversas fontes e transformá-los em informações.

 

A Contabilidade de Custos, diante das necessidades gerenciais apresentadas pelos diversos objetos (entidade, produtos, serviços, componentes organizacionais, etc.), prepara relatórios que contem os tipos de custos que vão atender as emergências de seus usuários. Portanto, a Contabilidade de Custos, ao tratar os custos de modo diferente, cria tipos de custos diferentes. O contador olha os custos de modo diferente, dependendo da necessidade gerencial a que quer atender. Uma das formas mais empregadas, que talvez seja o fundamento da Contabilidade de Custos para muitos estudiosos, é baseada no “princípio da acusação”, ou seja, a preocupação em atribuir os custos a seus portadores finais. Isso significa que custos serão classificados em diretos e indiretos, dependendo da dificuldade existente para sua apropriação. Outra forma de olhar os custos é verificar sua variabilidade diante de uma variável operacional, normalmente física, que represente a atividade desenvolvida pelo objeto do custeio. Se olharmos os custos, por outro lado, pela ótica de sua relevância, teremos novos tipos de custos. É preciso, para tanto, estabelecer, com clareza, as condições necessárias para que um custo seja relevante. Apresentamos anteriormente um tipo de custo que denominados de “produzido”. Esse tipo de custos não está registrado em nenhum lugar. Entretanto, é significativo para o controle das operações e, principalmente, para a tomada de algumas decisões. Os exemplos mais comuns são os custos amputáveis. Atualmente, em virtude da preocupação cada vez maior pela qualidade total, aparecem os custos da qualidade. Alguns são “produzidos”.

 

O contador de custos na verdade é um especialista da informação. Tanto é assim que a Contabilidade de Custos, como, também, a própria contabilidade Geral, são consideradas componentes de um sistema mais amplo de informações. Desse modo, o contador de custos, antes mesmo de desenvolver sua atividade, deverá conhecer o processo produtivo e as relações entre os diversos setores da entidade. O processo produtivo deve ser olhado de modo global inicialmente. Ele vai desde o planejamento da produção, considerando planilhas e orçamentos, até a expedição dos produtos para clientes, passando por todas as fases de controle. É preciso que o contador de custos conheça muito bem o que acontece dentro do ambiente ou do campo de atuação da Contabilidade de Custos. Deve conhecer o como e o porque de cada atividade. Deve Ter visão clara do ciclo operacional. Muitas vezes, é recomendável que o contador de custos, antes de começar a trabalhar, faça um estágio nos diversos componentes operacionais e administrativos da entidade para entender melhor as atividades.

 

Os sistemas de custeio são estabelecidos em conformidade com as necessidades dos usuários e segundo a natureza das operações e das atividades da entidade. O contador de custos deverá, em conjunto com o usuário, analisar qual o melhor sistema a ser implantado. Os sistemas permitirão a acumulação dos custos por objeto de custeio e atenderão, através do fornecimento de informações específicas, às diversas necessidades gerenciais. Os objetivos da Contabilidade de Custos na verdade serão os objetivos dos diversos tipos d usuários. Tais usuários, como já mostramos, serão os responsáveis pelos objetos do custeio, ou em alguns casos, serão os usuários externos à entidade. Um dos usuários externos mais conhecidos e que vem desde muito tempo influenciando e dando contornos exclusivos ao trabalho da Contabilidade de Custos é o governo. Essa influencia é tão marcante que a maioria das pessoas que não conhece as verdadeiras finalidades da Contabilidade de Custos (e também da Contabilidade Geral) pensa que o contador de custos somente desenvolve seu trabalho para atender ao governo. Na grande maioria das entidades, o contador de custos, em harmonia com o contador geral, implanta exclusivamente sistemas de acumulação de custos para fornecer as informações solicitadas pelo governo, principalmente na área fiscal. O governo no entanto, é apenas mais um usuário. E não deve ser considerado o mais importante; na verdade, o conjunto dos usuários internos que administra a entidade é que será o mais importante e para ele é que o contador de custos deverá implantar seus sistemas de custeio.

 

 

CAPÍTULO III

 

3. TERMINOLOGIAS DA CONTABILIDAD DE CUSTOS

 

Como um segmento da Contabilidade geral, a contabilidade de custos vale-se de uma terminologia própria, com significados muitas vezes diferenciados. Nesse sentido a seguir, será definia a terminologia de custos freqüentemente utilizada.

 

3.1. CUSTO

 

Compreende a soma dos gastos com bens e serviços aplicados ou consumidos na produção de outros bens ou serviços. O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bem e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.

 

3.2. GASTO

 

Sacrifício financeiro com que a entidade arca para obtenção de um produto, ou serviço qualquer, seja para uso ou consumo:

 

Ex.: Gasto com compra de matéria-prima, gastos com mão-de-obra tanto da produção como na distribuição.

 

3.3. DESPESA

 

Compreende os gastos decorrentes do consumo de bens e da utilização de serviços das áreas administrativa, comercial e financeira, que direta ou indiretamente visa a obtenção de receitas. As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que tem essa característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas.

 

Ex.: A comissão dos vendedores.

 

3.4. INVESTIMENTOS

 

Compreende geralmente os gastos com aquisição de bens de uso da empresa (ativos), ou ainda, aumento de sua vida útil.

 

Ex.: Compra de uma máquina destinada à produção, compra de um veículo para uso pelo Departamento de Vendas.

 

3.5. DESEMBOLSO:

 

Pagamento resultante da aquisição de bens ou serviços, podendo ocorrer antes, durante ou após a ocorrência do fato.

 

3.6. PERDA

 

Bens ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária. Não deve ser confundida com despesa e nem com custo, exatamente pela sua caracterização de anormalidade e involuntariedade. São itens que vão diretamente à conta de resultado.

 

Ex.: Perdas com incêndio, obsoletismo de estoques, gastos com mão-de-obra duramente um período de greve.

 

3.7. CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS

 

Cabe ao contador de custos preparar tipos de custos diferenciados, para atender as finalidades gerenciais do administração. Alguns são bastante conhecidos, outros são estabelecidos somente quando houver necessidade por parte da administração.

 

Podem ser classificados da seguinte forma:

 

3.7.1. CUSTOS PADRÃO

 

São custo pré-determinados, calculados com base nos parâmetros operacionais, aplicados sobretudo, quando os parâmetros ou indicadores físicos estão perfeitamente definidos, e quando os custos mantém uma relação íntima com a variabilidade daqueles atos quantitativos. Serve como meio de comparação, para se Ter uma idéia de quanto se evoluiu ou não, em relação à períodos de anteriores.

 

3.7.2. CUSTOS IMPUTADOS

 

É um valor apropriado para efeitos internos ao produto, mas não contabilizável, como tal portanto não constando nas demonstrações contábeis.

 

Resultam de estudos comparativos de custos quando há a necessidade de se tomar uma decisão.

 

Exemplos de custos imputados: custo do capital social aplicado às operações, aluguel de instalações próprias e salários dos proprietários da empresa.

 

3.7.3. CUSTOS COMUNS

 

Ocorre quando em alguns processos produtivos, acontece que uma fase da produção seja comum a dois ou mais produtos.

 

Esses produtos deverão ser rateados, divididos e alocados entre eles mediante a aplicação de um dos critérios disponíveis.

 

3.7.4. CUSTOS HISTÓRICOS

 

São aqueles registrados contabilmente e sobre eles não há qualquer reajuste monetário. São custos realmente incorridos. Em outra palavras, são os custos objetivos, por que não sofrem nenhuma influencia de julgamento subjetivos.

 

3.7.5. CUSTOS DE OPORTUNIDADE

 

É o valor do benefício que se deixa de ganhar, quando no processo decisório se toma um caminho em detrimento de outro, ou seja, os benefícios da alternativa rejeitada serão o custo de oportunidade da alternativa selecionada.

 

Exemplo de Custo de Oportunidade é deixar de aplicar no mercado financeiro, para investir no Ativo Permanente Imobilizado. Esses rendimentos que a empresa deixa de ganhar é um custo de Oportunidade.

 

3.7.6. CUSTOS PRIMÁRIOS

 

É a soma da mão-de-obra direta e material direto utilizados no processo de produção. Podemos supor que tanto a mão-de-obra direta quanto o material direto, foram os dois primeiros itens de produção e serem identificados e contabilizados. É do interesse da administração da empresa controlar estes dois itens de custo, por serem mais relevantes e por significativos itens do custo total de produção.

 

3.7.7. CUSTOS FIXOS

 

São os que não variam em função das unidades produzidas ou volume de vendas em determinado período dentro de uma faixa considerável de produção, apresentando diminuição do valor por unidade produzida quando ocorrer o aumento da produção. São distribuídos pelos departamentos de acordo com critérios de rateio adotados pela administração.

 

Ex.: Salários e encargos sociais dos supervisores de outros funcionários na área industrial, bem como salários e encargos de contador de custos, despesas de depreciação das máquinas utilizadas no processo produtivo.

 

3.7.8. CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS

 

O custo é denominado direto quando para identificá-lo, não há necessidade de nenhum parâmetro ou método de rateio de custos.

Por outro lado, todo item de uso que precisa de um parâmetro para ser identificado e debitado ao produto ou serviço, é denominado de custo indireto. São debitados indiretamente por meio de taxas de rateio ou critérios de alocação.

Também pode ser considerado como custo indireto, quando o valor for insignificante, pois não seria econômico nos valermos de recursos dispendiosos para identificá-los.

 

3.7.9. CUSTOS ESTIMADOS

 

São pré-determinados e se destinam a resolver certos problemas de controle e planejamento. São computados na base das informações disponíveis anteriormente, à produção e à compra.

 

Quando a empresa deseja realizar alguma operação e quer prever sua rentabilidade ou a relação custo-benefício, solicita ao contador de custos a estimação dos custos relacionados.

 

3.7.10. CUSTOS INVENTARIÁVEIS E NÃO INVENTARIÁVEIS

 

Todos os itens de custo (despesas) debitados ao custo do produto são chamados de inventariáveis, porque se deslocam para as contas de estoque e ficam no realizável enquanto os produtos não são vendidos. Os custos realizável enquanto os produtos não são vendidos. Os custos não inventariáveis são os que não tem condições de serem debitados aos produtos, porque, ou são pouco significativos ou não se relacionam à atividade fabril. São periódicos ou fixos.

 

3.7.11. CUSTOS PRÓPRIOS

 

Já foi definido como sendo direto e indireto, pois é próprio da atividade fim.

 

3.7.12. CUSTOS RATEADOS

 

São sempre custos indiretos, pois o rateio é realizado mediante o emprego de critérios e taxas, que resultam na divisão proporcional de um montante global.

 

3.7.13. CUSTOS FUNCIONAIS

São identificados com as diversas funções da empresa. Podemos dividi-la em operacionais e não operacionais. São referentes a várias funções como administração, financeiras e comerciais. Trata-se de uma função secundária para fins gerenciais.

 

3.7.14. CUSTOS PERIÓDICOS

 

Relacionados a certos períodos de tempo e comumente definido como custo de tempo em tempo.

 

Ex.: Pintura do prédio.

 

3.7.15. CUSTO POR NATUREZA

 

Observa a natureza das operações, que é a primeira classificação gerencial a ser realizada.

 

3.7.16. CUSTO FABRIL

 

Soma algébrica do material direto, mão-de-obra direta e despesas indiretas, são debitadas à produção durante um determinado período de tempo.

 

3.7.17. CUSTO DE TRANSFORMAÇAO

 

É o custo de transformação do material em produtos. É a soma de mão-de-obra indireta e custos indiretos de fabricação.

 

3.7.18. CUSTOS TOTAIS

 

Valores totais apropriados à produção ou despesas de comercialização.

 

3.7.19. CUSTOS VARIÁVEIS

 

Aqueles que variam em proporção às unidades produzidas. É um custo fixo e constante no total, na faixa de volume relevante da atividade esperada que está sendo considerada.

 

3.7.20. CUSTOS SEMI VARIÁVEIS

 

São aqueles que possuem uma parcela fixa e uma variável.

 

3.7.21. CUSTOS POR DEGRAUS

 

Quando alguns custos fixos permanecem constantes até um certo ponto do volume de atividades, e partir de onde começam a variar.

 

3.7.22. CUSTOS INCREMENTAIS

 

Representam a diferença entre os custos totais de duas alternativas que estão sendo consideradas.

 

3.7.23. CUSTOS EVITÁVEIS E NÃO EVITÁVEIS

 

Os evitáveis são eliminados ao se deixar de realizar uma determinada atividade. Os não evitáveis aparecerão em qualquer circunstancia.

 

3.7.24. CUSTOS RELEVANTES

 

Um gerente necessita de instrumentos que o facilite na identificação dos custos relevantes e a elimina os irrelevantes, para obter o sucesso na tomada de decisões.

 

3.7.25. CUSTOS EMPATADOS

 

São considerados custos de estoques com pouca ou nenhuma rotatividade, visto que são aplicados valores que permanecerão a custo histórico, podendo causar prejuízo se for analisado em relação ao custo de oportunidade.

 

3.8. ELEMENTOS DOS CUSTOS DE FABRICAÇÃO

 

3.8.1. MATERIAL DIRETO

 

As matérias primas, as embalagens e outros materiais diretos utilizados na fabricaçao dos produtos, são apropriados aos mesmo pelo valor original de sua aquisição.

 

Os problemas existentes em uma empresa com relação a materiais, dividem-se em 3 campos.

 

a)          Avaliação: Qual o montante a atribuir quando várias unidades são compradas por preços diferentes, o que fazer com os custos do departamento de compras, como tratar o ICMS, como contabilizar as sobras, etc.

 

b)         Controle: Como distribuir a função de compra, pedido, recepção, e uso por pessoas diferentes, como planejar o fluxo de requisições, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitadas.

 

c)          Programação: Quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança.

 

3.9. CONCEITO DE BENS

 

3.9.1. BENS FIXOS

 

Bens de uso, ou imobilizado, necessários à execução das atividades da empresa, classificados no Ativo Permanente Imobilizado.

 

3.9.2. BENS DE VENDA

 

São representados pelos bens destinados à comercialização. Um exemplo simples são os estoques.

 

3.9.3. BENS NUMERÁRIOS

 

São disponibilidades imediatas e que servem como meios de pagamento, tais como dinheiro, depósitos bancários à vista ou mesmo aplicação em fundos de curto prazo.

 

3.9.4. BENS DE RENDA

 

São investimentos de caráter acessório, sem qualquer vinculação com a atividade operacional. Exemplo: Ações de outras empresas, debentures ou ainda imóveis que não são utilizados pela empresa.

 

3.9.5. COMPARATIVOS ENTRE OS SISTEMAS DE CUSTEIO

 

DIRETO

ABSORÇÃO

ABC

Custos fixos são descontados diretamente do resultado operacional total

Custos fixos são absorvidos por unidades produzidas gerando estoques com CIF.

Custos fixos absorvidos por unidades produzidas com formação de análise.

Fácil análise dos métodos de cálculo apresenta Mg e Pe.

Difícil análise da Mg e Pe.

 

 

 

Mg: Margem de contribuição.

Pe: Ponto de equilíbrio.

 

3.9.6. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

 

A Margem de Contribuição total corresponde às receitas de venda após serem deduzidos os custos variáveis totais. Abatendo dessa Margem de Contribuição os custos operacionais fixos, encontramos o lucro operacional.

 

3.9.7. DEPARTAMENTALIZAÇÃO

 

Departamentalização das despesas indiretas de produção significa dividir a empresa em segmentos chamados Departamentos ou centros de custos, aos quais se debitam as despesas. Em sentido contábil, os principais motivos para dividir uma empresa em Departamentos são:

 

1·) Controle mais eficiente dos custos de despesa indireta;

 

2·) Determinação mais precisa dos custos dos serviços e produtos. Departamento é a unidade mínima administrativa para a contabilidade de custos representada por homens e máquinas que desenvolvem atividades homogêneas.

 

Os departamentos se dividem em Departamentos Auxiliares e Departamentos Produtivos.

 

Os Departamentos Produtivos são os que promovem modificação diretamente sobre o produto e tem seus custos jogados sobre eles.

 

Os Departamentos Auxiliares não podem apropriar seus custos diretamente aos produtos, pois estes não passam por eles. Seus custos são transferidos a outros departamentos.

 

3.9.7.1. PASSOS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO

1·) Criar Departamentos Auxiliares e Produtivos;

 

2·) Atribuir CIFs aos Departamentos Auxiliares e Produtivos;

 

3·) Atribuir os CIFs dos Departamentos Auxiliares aos Departamentos

Produtivos;

 

4·) Atribuir CIFs dos Departamentos Produtivos aos Produtos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Leose, George S. Guerra

Planejamento, Implantação e Controle

FGS, Rio de Janeiro, 8@ Edição.

 

Iudícibus, Sérgio de; Martins, Eliseu; Gelbcke, Ernesto Rubens

Manual de Contabilidade

Editora Atlas, 4@ Ediçao, SP, 1995

 

Horngren, Charles T.

Contabilidade de Custos. Um Enfoque Administrativo

Editora Atlas, 1986, 1@ Edição.

 

Schmiedicke, Robert E. e Nagy, Charles F.

Princípios de Contabilidade de Custos

Editora Saraiva, 1978, 1@ Edição.

 

Martins, Eliseu

Contabilidade de Custos

Editora Atlas, 1996

 

 

 

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